Gazing at my shadow;
At the shadow of me and my camel
In the desert sand;
(…)
Silently, I wonder, as I gaze
At the shadows of me and my camel,
Making patterns in the sand.
A primeira vez que ouvi falar de Timbuktu foi à cerca de vinte anos. Quem deu o mote foi o Ry Cooder quando me deu a conhecer Ali Farka Touré. Se o Mali sugere a vastidão do Deserto e os tons azuis da tranquilidade, a música do Mali leva a experiências espirituais intensas. Habib Koité, Oumou Sangare, Toumani Diabaté, Salif Keita, Tinariwen e Ali Farka Touré têm-me levado por mares de ondulações místicas que me fazem chegar a mundos desconhecidos, irreais, etéreos. É como se todos eles me contassem um pedaço da Cultura e da História de África que eu não conheço e que ao mesmo tempo me parece tão familiar. Paradoxos para um apelo hipnótico,Timbuktu, 800 anos depois a ecoar sonoridades musicais para transmitir uma verdade ao Mundo: a música é a única língua universal capaz de fazer a ponte entre culturas, convergindo-as. Timbuktu, a deixar-me contemplativa da cultura milenar e nobre do império mandinga.
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